Me acomodei (para o bem)
Hoje pensei que seria uma boa ideia tentar voltar a usar Linux e com um setup mais robusto de window manager — tive uma experiência extremamente frustrante, não no processo de instalação, que foi muito tranquilo por sinal, porém a pós instalação foi uma tortura.
Há alguns meses abandonei completamente o Linux como um SO de trabalho, migrando para o Mac OS, a experiência desde então tem sido muito satisfatória por todos os motivos colocados na balança na hora de montar esse SO. O trade-off de limitar completamente o hardware para algo proprietário permite uma eficiência no gerenciamento de recursos milimetricamente calculada especificamente para aquele hardware.
No post passado me queixei sobre querer me desfazer do meu Mac book, desde então fui atrás de comprar um Desktop, dito e feito, consegui achar um bom negócio no mercado de usados, essas são especificações relevantes:
- R5 5600X
- RTX 3070 8Gb
- 16GB 3600mHz
- SSD NvMe 756Gb
Além disso as peças são de uma ótima qualidade, Asus TUF, e o principal: não precisei me desfazer do meu notebook.
Dito isso, agora que tenho liberdade para instalar e brincar novamente com distribuições Linux assim como fazia há alguns anos, achava que iria me animar muito em ficar “tweaking” com meu computador, porém o que aconteceu foi o extremo oposto.
Por mais que o Windows tenha a fama de ser um SO muito cheio de ferramentas desnecessárias, eu acabei me achando nele, e digo mais: ando preferindo ficar no Windows do que usar qualquer distribuição Linux que seja — o meu eu do passado abominaria isso. O fato da minha experiência no Mac OS ter sido extremamente positiva foi pelo motivo do SO simplesmente funcionar, sem mais nem menos, eu sinto que tive essa exata mesma experiência no Windows 11 — obviamente instalei alguns scripts de terceiros para dar uma limpada no SO.
É muito contraditório alguém que se diz um amante de Software Livre preferir usar um software completamente proprietário, e cheio de telemetrias por padrão — que não podem ser desligadas sem algum tipo de ferramenta externa — e sim, é muito contraditório, mas quem liga? São ferramentas que servem para uma finalidade, e a minha finalidade é a praticidade. Eu até poderia fazer um dual boot, mas não vi motivos o suficiente para isso, além da minha preguiça ser outro impedimento.
Voltando para a experiência que tive hoje com Linux: havia instalado a distribuição do momento, o Omarchy, e por mais que eu tenha adorado o visual e a praticidade do setup inicial, senti que esse “tinkering” para otimizar o meu fluxo de trabalho já não fazia mais sentido para mim, não era mais prático, era uma tortura até tudo estar funcionando como eu queria, pois demandava tempo e pesquisa para achar ferramentas que se adequassem ao meu fluxo de trabalho. Antigamente eu costumava ter alguns scripts de instalação para facilitar o bootstrap base do meu SO, pois instalar distribuições do zero para testar era um costume, e sinto que isso foi essencial para desenvolver uma proficiência com sistemas Unix-like. Sinto que meu tempo é muito mais bem aproveitado estudando algo que tem aplicabilidade na realidade material do mundo e atualmente penso que toda essa busca incessante por otimização do fluxo de trabalho é um cope extremo para não ter de lidar realmente com algum trabalho real.
Portanto: sim, me acomodei, mas para melhor.